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Transtornos de Ansiedade – Parte III
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Transtornos de Ansiedade – Parte III

MEDO E ANSIEDADE
As perturbações de ansiedade ou transtornos de ansiedade são um grupo de perturbações mentais caracterizadas por sentimentos de ansiedade e medo. Ansiedade corresponde à preocupação com acontecimentos futuros e o medo é uma reação aos acontecimentos do presente.
A ansiedade pode impedir o indivíduo de tomar decisões corretas e até mesmo paralisá-lo diante de alguma situação.
A ansiedade é um estado físico que deriva da emoção do medo. Sempre que temos medo geramos e sentimos os sintomas da ansiedade, sendo que a sua intensidade varia de acordo com o grau de medo que temos.
Sentimos medo sempre que prevemos sentir dor ou desconforto da experiência que pensamos realizar. Esta previsão é feita através da análise das experiências que vivemos no passado.
O medo e a ansiedade são estados absolutamente normais que nos ajudam a evitar más experiências, porém quando o medo e ansiedade são exacerbados, inapropriados, e desligados da realidade, eles deixam de ser um sinal preciso e confiável.  A relação de medo e ansiedade pode ser expressa na seguinte fórmula:  Perigo superestimado + Capacidade Pessoal de Enfrentamento Subestimado = Alta Ansiedade = Transtorno de Ansiedade
A ansiedade é um processo físico que nos mantém em alerta, criando no nosso corpo um estado de vigília no qual todo o nosso corpo fica preparado para reagir a agressões exteriores, e o nosso cérebro fica com maior agilidade de raciocínio, numa tentativa de, perante o medo, conseguir encontrar uma solução.
Texto extraído do livro: vencendo a preocupação e ansiedade com a Terapia Cognitivo Comportamental. Aaron T. Beck e David A, Clark. Ed Artmed. (2015).
A armadilha da ansiedade.
A Ansiedade é de fato, um estado perturbador . A causa desta condição pode estar ligada as experiências ruins que viveram no seu passado.
Quando as crianças são sujeitas a grande pressão dos seus pais com exigências excessivas para estudar, para cumprirem regras, para se comportarem de determinada forma, entre outras formas de pressão, podem desenvolver em adolescentes e em adultos estados de ansiedade generalizada, podendo até entrar em estados de bloqueio  perante a possibilidade de falharem em suas tarefas e de serem criticados pelos outros. Estes adultos são hipervigilantes ao seu próprio erro, nunca sentindo que fizerem bem o suficiente, têm dificuldade em adormecer e em relaxar.
Experiências como traumas, violência infantil, bullying, divórcios, maus tratos diversos, podem ser vividos com uma intensidade tal, que se torna difícil ultrapassar a dor e o medo que elas nos trazem. Estas emoções que não ultrapassamos, como o medo, a mágoa, a tristeza, ao longo do tempo destroem a nossa qualidade de vida, limitando nossa qualidade de vida.
A nossa mente condicionada por experiências traumáticas do passado, pretende evitar a repetição destas experiências através da ansiedade, nos causando desconforto. Isto acontece quando as experiências traumáticas do passado interferem na nossa interpretação dos acontecimentos atuais de forma distorcida e equivocada. Essas experiências do passado dão sinais errados à nossa estrutura emocional. Por exemplo: uma criança que cresceu vendo seus pais brigando e se agredindo, pode interpretar que o relacionamento conjugal é aversivo e ameaçador e essa criança pode desenvolver a crença de que é melhor ficar sozinha, porque não é seguro relacionar-se com ninguém. 
Como lidar com isso?
Há pessoas que apresentam muita dificuldade, para lidar com os traumas do passado porque não aprenderam  ao longo da vida a olhar para essas experiencias como algo que já passou e assim ficam presas aos ressentimentos e mágoas. Esses sentimentos são tóxicos, perpetuam a dor, geram muito medo e ansiedade, insegurança e comprometem a qualidade de vida, a saúde física e emocional. É muito importante aprendermos a olhar para o passado, tentar aprender algo com essas experiencias dolorosas e nos afastarmos delas, e o mais importante: Seguirmos em frente.
Sem tratamento, as perturbações de ansiedade tendem a permanecer. O tratamento pode consistir em alterações do estilo de vida, psicoterapia e medicamentos. Os medicamentos como os antidepressivos, ansiolíticos e os betabloqueadores, podem melhorar os sintomas. A psicoterapia ensina a mudar seus diálogos internos sabotadores e mantenedores das preocupações, angústias e medos.  A mudança no estilo de vida incluí: mudança de hábitos alimentares( consumo de alimentos calmantes), prática de atividade física e técnicas de relaxamento.
 

Categorias: Ansiedade, Terapia Cognitiva

Andreia Coliath

Andreia Coliath

Sou Psicóloga Clinica ( CRP 06/67143) e palestrante, atendo em Clínica particular crianças, adultos e casais desde 2001. Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

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